Flerto todos os dias com os olhos de uma mulher.
Flerto com seus seios, seixos perfumados por orvalho e
saliva.
Ela me arreganha os dentes e as pernas: Ame-me e me esqueça.
Flerto com a incoerência dessa paixão:
Asco e medo
unhas
riscando
o
quadro
negro.
Vago noite adentro insone de tesão.
O Cândido

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