Para Luiz Vilela
Antes de morrer quero descer a rua da Matriz e me sentar por
um tempo
frente à casa do contista.
Quero antes de morrer olhar para sua janela e esperar quem
sabe, que
ele saia nu e dance ou escreva algo no asfalto.
Antes de morrer quero saber de minha terra da boca do
contista
quero ouvir por um instante só a sua voz
quero ouvir o Rio Tejuco
quero ouvir as novenas
os passos na casa assombrada.
Antes de morrer quero no ouvido do contista,
como quem conspira, fazer a pergunta que só
o contista sabe a resposta.
O Cândido

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